Papoula, bela flor que me deflora
no teu beijo, sem ensejo, a alma chora
Bela flor, exangue, a dor acalenta
morte triste, em suor, vaticina lenta.
Papoula, teu beijo quero a qualquer hora
pinto com sangue os sanitários, mundo à fora
pantera negra, sensual, que alucina
na tua fome, não sou homem, sou só sina.
Maldita sacerdotisa de negro Morfeu
Papoula, que hipnotisa, que devora
Que digo eu? triste Orfeu, apenas teu...
Maldita pitonisa, meu desatino em ti ancora
Digo não, ao destino de louco Prometeu
Rompo o mundo, largo o cáucaso, vomito-te fora.
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